Material necessário:
• Filme preto e branco exposto
• Tanque de revelação e respectivas espirais
• Revelador de filme, por exemplo Fomadon R09 (Rodinal)
• Fixador rápido, por exemplo Fomafix
• Agente molhante, por exemplo Fotonal
• Termómetro
• Temporizador – há uns da Paterson com 3 contadores sequenciais ou simultâneos
• Molas para pendurar o filme – AP ou Paterson
• Proveta/s de 300 ml
• 3 copos graduados de 1 litro, para revelador, fixador e agente molhante
• Luvas de borracha, aconselhável
• Saco de mudança, se não tiveres um local completamente ausente de luz, onde carregar os filmes

A sequência de trabalho:

Carrega as espirais, em escuridão absoluta, introduz o veio central na espiral/ais e a mola de retenção, coloca tudo dentro do tanque, fecha a tampa e agora já podes acender a luz.

Prepara os químicos, convém ser agora, para poderes temperar a água para 20º, que é a temperatura adequada para a maioria dos processos de P&B. Ou então arranja uma bacia com água a 21/22º, onde irás colocar os frascos contendo o revelador e o fixador até que atinjam os 20º.
Mede para os copos graduados a quantidade necessária de revelador e fixador e um terceiro com a mesma quantidade de água para o banho de paragem. Só um aparte marca-os, com fita isoladora de cores diferentes ou marcadores permanentes, para no futuro não os trocares.

Tendo tudo pronto, vais pôr o filme de molho!
Para tempos de revelação aconselho a consulta da http://www.digitaltruth.com/devchart.php

Retira a tampa do funil, integrado na tampa do tanque, despeja o revelador lá para dentro e volta a pôr a tampa.
Bate com o fundo do tanque no balcão, energicamente mas, sem partir o tanque, para soltar qualquer bolha de ar, que tenha ficado agarrada ao filme.
Faz inversões lentas até ao fim do 1º minuto e bate mais 2 vezes com o fundo do tanque.
De meio em meio minuto faz 3/4 inversões e bate 2 vezes com fundo do tanque.
Quando faltarem 15/20 segundos para terminar o tempo de revelação começa a despejar lentamente o revelador.
Enche agora a água, que vai funcionar como banho de paragem e repete o processo das 4 inversões e batidas. Ao fim de 1minuto despeja. Coloca agora o fixador e o processo é igual, só que desta vez são 5 minutos.

Para lavar o filme vais usar este processo: 
Retira a tampa do tanque passa tudo por água: tanque filme, nas espirais, funil e tampa.
Enche o tanque até veres a água no fundo do funil (cerca de ½ litro por filme), tapa e faz 5 inversões, deita fora a água, põe água limpa e faz 10 inversões, depois 20 e finalmente 40. O filme, o tanque, a espiral, está tudo limpo de fixador.

Agora, cuidadosamente, abre a espiral evita tocar na emulsão do filme, que neste momento está particularmente frágil, retira o filme da espiral e coloca-o, num qualquer recipiente, onde tens a água com o agente humedecedor (para 1/2 litro de água destilada, umas 4/5 gotas), deixa-o estar lá um minuto.

Agora pendura-o a secar num local onde não haja poeira, daqui a uma hora ou duas deve estar seco.
Se estiver muito encaracolado, corta-o, 6 a 6, coloca-o, preferencialmente, em folhas de arquivo, ou entre folhas de papel vegetal, à falta de melhor papel de cópia e põe-lhe uns livros pesados em cima, por 24 a 48 horas.

Está pronto para o scanner, eu cá prefiro o ampliador! 

Bom trabalho, qualquer dúvida, já sabes, ligas para a Câmaras & Companhia

Eis aqui uma figura que ilustra perfeitamente o que acontece quando alteramos os valores no triângulo da exposição.
Esta ilustração de Daniel Peters do Fotoblog Hamburg, sem entrar em explicações teóricas, demonstra o que acontece, por exemplo, ao usar um diafragma mais fechado obtemos mais profundidade de campo, ou seja, conseguimos, ter mais planos focados na nossa imagem ou ao usarmos uma velocidade de obturação mais longa, ao fotografar um objecto em movimento iremos ter uma imagem com arrastamento.